
Megaoperação no Rio de Janeiro
REUTERS/Aline Massuca
A Justiça do Rio de Janeiro aceitou a denúncia formalizada pelo Ministério Público (MP) contra alguns policiais militares acusados de crimes cometidos durante uma megaoperação de combate ao Comando Vermelho no mês passado.
Os registros feitos pelas câmeras corporais dos policiais foram cruciais e revelam condutas criminosas praticadas por agentes que deveriam combater o crime.
Fuzil furtado e suspeita de venda a traficantes
A megaoperação, realizada nos complexos da Penha e do Alemão no último mês, resultou na maior apreensão da história do Rio: 93 fuzis.
No entanto, o número de armas apreendidas poderia ser maior. O sargento Marcos Vinicius Vieira foi flagrado furtando um fuzil que não foi incluído na contabilidade oficial da operação.
As imagens mostram o sargento Charles dos Santos ajudando a esconder o fuzil — um AK-47 — dentro de uma mochila. A arma seria possivelmente vendida para traficantes. A polícia não informou se conseguiu recuperar o fuzil.
Desmonte de carro e penalidades
Além do furto do armamento, outro grupo de policiais foi filmado desmontando um carro no meio da rua e colocando as peças dentro da viatura. As análises das imagens das câmeras continuam para apurar se outros PMs também agiram fora da lei durante a megaoperação.
Os policiais flagrados podem ser punidos em duas esferas:
- Esfera Criminal: Por crimes como furto e peculato.
- Esfera Administrativa: Podendo ser excluídos dos quadros da polícia.
O crime de peculato ocorre quando um policial se apropria de um material apreendido.
Na última semana, cinco policiais do Batalhão de Choque foram presos durante uma operação da Corregedoria da Polícia Militar. O Ministério Público denunciou seis agentes à Justiça por furto e peculato, enquanto outros suspeitos foram afastados de suas funções.
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